sexta-feira, 29 de maio de 2009

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quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009

Outro sintoma que enfraquece o amor é a aparência diante dos colegas e conhecidos. Na hora que o par escuta: "vocês fazem um casal perfeito", cuidado, esse elogio é perigoso e apressa o vinho. Os dois são tratados como casados ainda que namorando. "O que queremos?" assume a condição deturpada de "o que eles vão pensar?". O casal passa a viver mais para fora do que para dentro de casa. A expectativa dos outros contamina a pureza do trato, do convívio, a solidão de raríssimas estrelas e terra escura. Namorar assume o despropósito de desfilar. Há tanta gente metendo bedelho na história que o par não consegue escutar suas vozes e vontades. Casal perfeito é o que se separou alguma vez para voltar mais sereno e apaixonado.
(Fabrício Carpinejar)
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"Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo.
Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho.
Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro.
Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor.
O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós.
Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto.
E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa?"
(Caio Fernando Abreu)
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009

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(Lya Luft in O Silêncio dos Amantes)
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

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- O que é o amor?
- Amor é surpresa, susto esplêndido - descoberta do mundo. Amor é dom, demasia presente. Dou-me ao outro e , aberto à sua alteridade, por mediação dele, recebo dele o dom de mim, a graça de existir por ter-me dado.
(P.65)
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Dizemo-nos sempre as mesmas palavras
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
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terça-feira, 19 de maio de 2009
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu?"
Deus sabe, porque o escreveu."
(Fernando Pessoa)
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
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Inda na minh'alma existe,
(Florbela Espanca)
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terça-feira, 12 de maio de 2009
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
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Sempre gostei desse poema, mas não lembrava mais dele, encontrei-o remexendo em antigos cadernos escolares...
não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.
Ah, mas se ela adivinhasse,
se pudesse ouvir o olhar,
e se um olhar lhe bastasse
pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
quem quer dizer quanto sente
fica sem alma nem fala,
fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
o que não lhe ouso contar,
já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar...
[Carlos Drummond de Andrade]
Foto: James McAvoy e Anne Hathaway in Amor e Inocência
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terça-feira, 5 de maio de 2009
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