sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Mas tão viva, tão linda
Marcadores: Rubem Braga
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Eu sei que tenho estado vazia.
Eu sei que as postagens estão fracas, meio perdidas. Tento preenchê-las com imagens, mais o vazio fica mais sem sentido ainda. Desculpem a falta de mensagens inspiradoras, a falta de nexo.
Não é só no blog que estou assim, anda refletindo em tudo na minha vida. Estou pequena, perdida de mim. Estou cada vez mais fundo, queria encotrar logo a mola no fundo no poço, pra poder saltar. Só que dessa vez tá difícil. Talvez seja porque ainda não cheguei realmente ao fundo do poço. Não aguento mais esperar.
Não sei o que fazer, o que sei que posso, não tenho coragem, nem determinação.
Será que estou com depressão
?
Também não sei.
Eu vou tentar melhorar, tentar não ficar louca, tentar...
Só...tentar...
Marcadores: By Flor

O que é pior?
Novas feridas que sao terrivelmente dolorosas ou velhas feridas, que já deveriam ter sarado há anos, mas nunca o fizeram. Talvez as velhas feridas nos ensinem algo. Elas nos lembram de onde estivemos e o que conseguimos superar. Elas nos ensinam o que evitar no futuro. É o que gostamos de pensar. Mas nunca é assim, não é?
Certas coisas nós temos que aprender de novo, de novo e de novo.
(Grey's Anatomy - Season 3)
Marcadores: Grey's Anatomy
O ato de verdadeiramente amar alguém nunca deveria ser confundido com uma fase agradável. Amar alguém é tão doloroso e decepcionante quanto é conhecer a si mesmo.
É provável que seja a única coisa que vale a pena fazer, mas nem por isso quer dizer que será um passeio.”
(Ethan Hawke in “Quarta-Feira de Cinzas”)
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
“E então não é necessário o disfarce: embora não se fale, também não se mente, embora não se diga a verdade, também não é mais necessário dissimular. Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque amor é grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que se voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor e não ter. Inclusive amor é desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio, por isso envaidece, amor não é prêmio é uma condição concedida exclusivamente para aqueles, que sem ele corromperiam ovo com a dor pessoal. Isso não faz do amor uma exceção honrosa; ele é exatamente concedido aos maus agentes, àqueles que atrapalhariam tudo se não lhes fosse permitido adivinhar vagamente.”
(Clarice Lispector)
Marcadores: Clarice Linspector
Aonde está você pelo amor de Deus! Aonde está você? Não vê que estou cansada de pertencer a todos e não ser de ninguém? Não vê que minha devolução me enfraquece cada vez mais em me entregar? Não vê que na loucura de te encontrar não meço as entregas? E elas nunca são entregas porque eles nunca são você. Porque comecei este texto tão bem e mais uma vez esqueci de ser a mulher moderna que eu tanto gostaria de ser para lembrar a mulher romântica que espera por você a cada esquina, a cada decote, a cada riso nervoso que solto em forma de grito à espera do seu socorro. Eu vou continuar vendo você em todos esses crápulas que fingem ser você para vulgarizar o meu amor. Eu vou continuar cheirando você em todos esses suores fugazes que me querem num conto pequeno. Eu vou continuar lendo a nossa história em contos pequenos. Cadê você que some a cada som que não me procura? Cadê você que parece ser e nunca é porque desaparece no cansaço das relações? O meu amor acaba por todos, a minha espera cansa por todos, a minha raiva ameniza por todos. Mas a minha fé por você cresce a cada dia. Eu posso transar no primeiro encontro, eu posso transar por transar. Eu posso trepar. Eu posso te encontrar num flat na hora do almoço para uma rapidinha. Eu posso reclinar o banco do meu carro e mandar ver. Eu posso deixar você não me beijar na boca. Eu posso aceitar que você nunca me leve de mãos dadas a um cinema. Eu posso ser uma noite e nada demais. Eu posso ser um banheiro e nada mais. Eu posso ser nada mais. Mas eu nunca, em nenhum momento, deixo de romantizar a vida, cada segundo, por mais podre que seja, dela. Eu nunca deixo de procurar você. Eu nunca deixo de acreditar que você exista, e eu nunca deixo de acreditar que você faz o mesmo a minha espera.
(Tati Bernardi in Romântica pra cacete)
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Marcadores: Clarice Linspector
Marcadores: Friedrich Nietzsche
"A presença do outro latejaria a teu lado, quase sangrando, como se o tivesses apunhalado com tua emoção não dita. Tuas mãos apoiadas em bengalas mentirosas não conseguiriam desvencilhar o gesto para romper essa espessa e invisível camada que te separa dele. Por um momento desejarás então acender a luz, dar uma gargalhada ridícula, acabar de vez com tudo isso, fácil fingir que tudo estaria bem, que nunca houve emoções, que não desejas tocá-lo nem conhecê-lo, que o aceitas assim latejando amigo velo remoto, completamente independente de tua vontade, te todos esses teus informulados sentimentos. "
(Caio Fernando Abreu in Natureza viva)
Marcadores: Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Marcadores: Autores Diversos
Marcadores: Chico Buarque de Hollanda, Músicas
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
"Não há tragédia, mas o inevitável. Tudo tem sua razão de ser. Você só precisa saber distinguir o que é passageiro , do que é definitivo.
O inevitável, é passageiro. E o definitivo são as lições que o passageiro deixa."
(Paulo Coelho)
Marcadores: Paulo Coelho
E, então, chegamos lá.
Marcadores: Grey's Anatomy
Marcadores: Filmes, Verso e Prosa
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Marcadores: Caio Fernando Abreu
No começo eu achei o filme um pouco parado, mas ainda sim, bom. Depois, fiquei com raiva dos acontecimentos, da paixão sem pé nem cabeça de Herve (Michael Pitt) pela japonesa, que vale ressaltar, nem bonita era. Porém, a carta me emocionou já na primeira vez que foi lida, embora eu tenha ficado com raiva por que eu queria que a mulher dele fosse a mulher da carta, fiquei com raiva por ele ficar pensando na japonesa, com uma carta daquelas, linda daquele jeito, aquele amor todo, por algo sem sentido, nunca vivido, ele nem conhecia aquela japonesa, amor imaginário. Mas aí...


Fotos: Keira Knightley e Michael Pitt in Paixão Proibida
Marcadores: By Flor, Filmes, Imagens de famosos, Verso e Prosa

vamos reabrir cicatrizes,
persistir em escolher não ser felizes,
de novo e de novo o bis das mesmas crises
quantas vezes?
Nós vamos repetir quantas fases,
nós vamos ser quantos quases,
o quanto eu ainda posso ser kamikase
todos os meses?
O quanto as minhas verdades
ainda têm que fazer strip tease
e até quando seremos essa mesma reprise
De sexta-feira
treze?
Marcadores: Autores Diversos
Marcadores: Músicas
Marcadores: José Saramago
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
"A história pode continuar.
Nossa história pode continuar.
Eu simplesmente continuarei."
(Robbie in Desejo e Repareção)
Foto: Keira Knightley e James McAvoy in Desejo e Reparação
Marcadores: Filmes, Imagens de famosos
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
─ algum dia, em alguma parte
Hei de lançar também
as âncoras ardentes das promessas
Mas no meu coração intranquilo
Não há senão fome e sede
De lembranças inexistentes”
Marcadores: Vinicius de Moraes
E com quem quero fazer tudo no meio."
(Denny Duquette in Grey's Anatomy - episódio 2.27)
Marcadores: Grey's Anatomy, Imagens de famosos
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …
(Caio F. Abreu)
Marcadores: Caio Fernando Abreu
Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia”
(Caio Fernando Abreu)
Marcadores: Caio Fernando Abreu

Marcadores: Martha Medeiros
Marcadores: Clarice Linspector
quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Marcadores: Caio Fernando Abreu

(Fabricio Carpinejar)
Marcadores: Fabricio Carpinejar

(Caio F. Abreu in “Os Dragões não Conhecem o paraíso)
Foto: Keira Knightley
Marcadores: Caio Fernando Abreu, Imagens de famosos
Marcadores: Manuel Bandeira
Eu havia vivido muitas coisas que podiam ter acabado comigo nesses ultimos dias, mas isso não me fez sentir mais forte.
Ao invés disso, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma palavra pudesse me fazer em pedaços.
(
O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo. O que for o teu desejo, assim será tua vontade. O que for a tua vontade, assim serão teus atos. O que forem os teus atos, assim será teu destino. (Deepak Chopra)
Marcadores: Autores Diversos
Marcadores: Citações, Guimarães Rosa
Não me importo de esperar vinte minutos com a mão na maçaneta enquanto diz que já está pronta para trocar novamente de vestido. Não me importo de esperar dez minutos sozinho no saguão do cinema cumprimentando conhecidos e tentando segurar o refrigerante e os dois baldes de pipoca enquanto vai ao banheiro. Não me importo de esperar chegar em casa para que me diga quem é o amigo que a abraçou efusivamente na festa. Não me importo de esperar três horas na salinha do hospital para saber se a nossa criança nasceu. Não me importo de esperar as longas conversas de sua mãe sobre o meu temperamento. Não me importo de esperar seu corte de cabelo, que sempre envolve pintura, hidratação e escova. Não me importo de esperar a aprovação de suas amigas. Não me importo de esperar nossos filhos regressarem das baladas para me enfurnar em seu cheiro. Não me importo de esperar que tranque as portas antes de tirar o salto. Não me importo de esperar que volte das lojas com as sacolas dentro das outras sacolas para parecer que gastou menos. Não me importo de esperar que faça as pazes com Deus. Não me importo de esperar quando arruma o armário e doa metade das roupas. Não me importo em esperar que encontre a roupa que já deu na semana passada. Não me importo de esperar que o filme acabe para namorar. Não me importo de esperar que devolva as cobertas que rouba para seu lado de noite. Não me importo de esperar você consultar suas mensagens antes de sair. Não me importo de esperar sua irritação em dias de chuva. Não me importo de esperar você nunca me retornar ligações depois das reuniões. Não me importo de esperar que se acorde no domingo, com receio de que fique nublada. Não me importo de esperar que o ciúme desapareça e volte a me ver como se eu fosse somente seu. Não me importo de esperar sua TPM. Não me importo de esperar o melhor momento para viajar. Não me importo de esperar o tempo que precisa para descobrir que me ama. Ou o tempo que precisa para descobrir que não me ama. Não me importo de esperar que venha de repente nossa música no rádio. Não me importo de esperar as revelações de fotografias de sua máquina antiga. Não me importo de esperar o embrulho de um presente. Não me importo de esperar suas discussões de fim de noite. Não me importo de esperar seu beijo de café cortado. Não me importo de esperar sua ressaca depois da dança.
O que desejo dizer é que não precisa se apressar. Nunca chegará atrasada porque sempre estarei a esperando.
(Fabrício Carpinejar)
Marcadores: Fabricio Carpinejar
terça-feira, 12 de agosto de 2008

(Clarice Lispector in “Tentação)
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♪"Eu não estou pedindo uma segunda chance
Estou gritando com toda força da minha voz
Você me deu a razão
Mas não me deu a escolha
Por que eu simplesmente cometeria
O mesmo erro
Outra vez
E talvez algum dia nós nos encontremos
E talvez conversemos
Não apenas falemos
Não cobrando promessas
Porque,
Não há promessa que eu mantenha
E minha reflexão me perturba
Então aqui vou eu".♪
(Same Mistake - James Blunt)
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Foto: Amanda Peet e Ashton Kutcher in De repente é amor
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